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Histórias de encontros e desencontros.


Quarta-feira, Fevereiro 16, 2011
 
Já faz tanto tempo...




Sexta-feira, Julho 02, 2010
 
Quando a saudade aperta, a gente passa por aqui e pensa: era tão bom quando éramos três.





Domingo, Dezembro 16, 2007
 


NUNCA. NINGUÉM.
É assim.
A vida, às vezes, parece um eterno buscar e não encontrar ou buscar e se desencontrar.
Então vem aquela dúvida: será que um dia alguém irá me amar? será que algum dia terei um marido, filhos, uma casa, um lar?
Homens vêm e vão, o tempo passa e as opções ficam mais restritas. Talvez você já tenha a casa, e até por isso você passe muito mais tempo em casa, e até por isso você não conhece tantos homens, e até por isso os homens que você conhece são muito complicados. E menos homens vêm, mas continuam indo, e você agora tem mais rugas e mais cabelos brancos e já não tem mais idade para ter filhos. Você se convence que uma mulher sozinha vive muito bem nos tempos de hoje, que é até melhor ser solteira e não ter que dar justificativas a ninguém do que quer que você faça, e não ter que discutir a relação, agüentar crises de ciúmes. E a vida não é ruim, porque as pessoas podem sempre ser feliz com as coisas que tem, com o que quer que tenham conquistado. A vida não é ruim, porque não é ruim ser sozinho. Mas lá no fundo, bem no fundo, reprimida, há uma certa frustração: a dúvida nunca respondida e aquele ponto enorme de interrogação.
POR QUÊ?
Será que ninguém nunca me amou? Por quê? Eu não sou interessante o suficiente? Ou sou excessivamente interessante?
POR QUÊ?
Será que passei a vida me desencontrando de quem eu deveria ter encontrado, com quem teria filhos, uma casa, um lar? E será que ele anda por aí, sozinho, também se perguntando, no íntimo, se ninguém nunca o amou ou se ele viveu sempre se desencontrando da mulher com quem teria filhos, uma casa, um lar?
O tempo passa. A vida não é ruim. Mas instintivamente o olhar está sempre buscando. É no olhar, somente nele, que ainda resta uma esperança. E não importa que você já tenha noventa anos e esteja sentada em no banco da entrada do asilo. Nada importa. Até porque você sabe que o tempo já passou. E nunca houve nada. Nunca, ninguém.






Segunda-feira, Junho 11, 2007
 
Morte lenta
Terra dos Ventos sem Nome, numa dessas madrugadas em que o pólo já nos manda algum frio: o casal sai da festa com fome e agora, depois da temporada de verão, são poucas as suas opções; decidem comer um cachorrão, mais conhecido como Morte lenta. Caminham abraçados até o quiosque na esquina da igreja, entram na fila, fazem o pedido, recebem a ficha e esperam. Esperam ao relento um Morte lenta.

O cara é chato, gosta da sua mostarda, na sua casa, então apanham os lanches e caminham as poucas quadras que separam o quiosque do apê. Ela leva os lanches quentes, ele, as latas frias de refri.

Sentam-se à mesa da sala: pratos, um rolo de papel-toalha, copos e o imprescindível tubo de mostarda. Comem avidamente, em silêncio. Cada um devora seu Morte lenta.

Assim vai a relação: depois da festa da paixão, uma morte lenta, que esperamos no escuro e no frio.





Domingo, Junho 10, 2007
 


medo
medo de quê?
medo de ser kafkianamente preso sem poder se defender?
de perder o humor, o rumo, o jogo, o senso, a hora, a paciência?
medo, medo
medo de seqüestro, tortura, estupro, violência?
medo de altura, medo da loucura, medo, medo de quê?
medo da chuva, da água, da enchente, de se afogar?
medo do calor, do sol, da seca, de se queimar?
medo, medo, medo
de andar e de parar?
a reta e a curva, o ódio e o amor, o preto e o branco, o fim e o infinito,
o real e a ilusão, o grito e o silêncio,
medo, medo, medo
medo dos opostos e medo dos iguais
medo de quê?
de sofrer, de morrer?
medo muito muito pior
medo, medo, muito medo
medo de viver.






Segunda-feira, Maio 14, 2007
 
Listas
O texto que eu tinha para esta letra era "Lençóis", mas sua hora já passou, assim como a do que a ele se seguiria, intitulado "Minueto"; falavam de alguém que procura e não acha, talvez por não saber procurar. Passou. O momento é de encontro. Publico abaixo então duas listas que, de outra forma, acabariam enterradas nas minhas gavetas; quem as vê, com certeza, não imagina, não aprecia o trabalho que deu sua elaboração. Alguém lembra da capa de "Asterix e Cleópatra"? Uderzo e Goscinny informam-nos ali que para elaborar aquele número foram consumidos não sei quantos pincéis, lápis, etc... e uma quantidade pantagruélica de cerveja. Do mesmo modo, estas duas listas singelas custaram-me noites em claro nos bares, consumindo quantidades intoxicantes de cerveja. Espero que nossas Leitoras Adolescentes tirem delas algum proveito para melhor entenderem seus homens no futuro. Quanto aos nossos escassos leitores, faço-lhes o convite para que continuem estas listas nos comentários. A elas:

Pontos esquecidos na Declaração de Direitos do Homem
(sem nenhuma ordem de qualquer espécie)

* Todo homem tem direito à esperança de um gol depois dos quarenta e cinco minutos do segundo tempo.
* Todo homem tem direito a uma mulher que o resgate de si mesmo.
* Todo homem tem direito a errar nas suas suposições, tipo: ver o boteco encher depois das onze da noite de um domingo de chuva.
* Todo homem tem direito a se pensar eclético e a ser incoerente.

O que um homem agradece a uma mulher?

* Cada amanhecer suave, i.e., cada um em que a solidão não morde.
* A maneira gentil como acende um fogo e a maneira solidária e apaixonada como arde no incêndio subseqüente.
* Cada ensinamento sobre a natureza dele que vem disfarçado de insight.
* O tempo que lhe sobra para o xadrez e a literatura porque ela se ocupa voluntariamente da louça.
* A perspectiva diferente, que às vezes vem tão a calhar.
* O freqüente renovar-se, sempre refrescando os olhos pouco atentos, e talvez cansados, do seu amado.
* A infusão de alegria e de autoconfiança que ministra ao seu amante quando a ele se entrega.





Sexta-feira, Maio 11, 2007
 


Queria uma palavra expandida, sangrada, que ultrapassasse margens e ocupasse espaços e fosse tomando conta de tudo até que ninguém nem pudesse mais dizer que palavra era aquela. Uma palavra sem limites. Queria uma palavra que não tivesse um rumo certo, uma orientação, um som, um significado. Mas não uma palavra vazia, despida de tudo. Pelo contrário. Uma palavra cheia, que abrigasse todas as idéias, todas as cores, todas as idades, e todos os livros, todas as casas, todas as ruas, todas as cidades, todas as estrelas, todos os sons, todos os sonhos, todos os filhos e todos os pais, todos os amantes e todos os amores, todos os tudos de todo o mundo. Queria a liberdade com toda liberdade.




Sexta-feira, Fevereiro 23, 2007
 
Komboloi
Terei visto um pela primeira vez há mais de dez anos e confesso que a cobiça foi irrefreável e imediata. Não vou descrever um komboloi, porque basta as queridas Leitoras Adolescentes chegarem ao fim deste post e ali encontrarão foto de um, no caso o meu. O primeiro que vi era de prata e o meu, como se verá, tem contas de madeira.

O dono do komboloi de prata tinha ascendência grega e comentou:
-- Na Grécia e na Turquia, vivem povos muito vingativos, então o sujeito passa o dia passando as contas e contando: este fiadaputa eu pego hoje, este amanhã, este outro não vai dar tão cedo, mas não faz mal, afinal a vingança é prato que se come frio!

Será verdade? Sei lá!

Eu ganhei este da foto de uma amiga e me atrai a idéia de mentir e dizer que, ao passar as contas, penso: "Esta vai ao tatame hoje, Fulana amanhã, Beltrana não, Beltrana depende do minueto..."

Mentira. Passo as contas entre os dedos pelo prazer tátil, alheio a qualquer contagem ou planejamento. Mas não me esqueço do bem-querer de quem me deu o komboloi.






Quarta-feira, Janeiro 31, 2007
 


Kg, kg, kg.
Sobe na balança e o ponteiro dispara.
Vai pra academia, caminha, corre, sua.
Kg, kg, kg.
Sobe na balança e o ponteiro dispara.
Corta doce, corta refrigerante, corta caloria,
corta uma refeição, corta o estômago.
Kg, kg, kg.
Sobe na balança e o ponteiro dispara.
E ainda tem o estresse
com família, marido, filhos.
E ainda tem o estresse
com emprego, trabalho, salário, dinheiro.
E ainda tem o estresse
com conta, prestação, hipoteca.
E ainda tem o estresse.
Kg, kg, kg.
Uma obsessão? Uma neurose? Uma doença?
Sobe na balança e o ponteiro dispara.







Sábado, Outubro 28, 2006
 
Jegues
Era uma vez, aí pela metade dos 1980, um grupo de bancários de altíssimo nível, quase banqueiros, pelo poder de decisão que tinham sobre os investimentos dos bancos em que trabalhavam. Eles estavam esparramados em redes num boteco de beira de praia em Jericoacoara, e já iam longe numa combinação de caixas de cerveja e garrafas da boa caninha local. Lá pelas tantas, aparece um cearense cabresteando dois jeguinhos com o ar mais dócil do mundo.

O pai de um amigo fazia parte do tal grupo, logo estava presumivelmente bêbado; eu ouvi esta história do meu amigo, que não estava lá, mas o seguinte diálogo me parece plausível:

-- Fulano, olhe esses jeguinhos: cê não acha que os meus netos iam adorar, pra passear no jardim lá de casa?
-- É, bichinho lindo...
-- Ô, amigo, quanto cê quer nesses jeguinhos?

O cearense pensou, pensou e deu o preço. O cara fechou o negócio, pagou e ia deixar por isso, mas o cearense fez a pergunta óbvia que faltava:
-- E onde é que eu lhe entrego os jegues, doutor?

O cara pensou, levou a mão à carteira, tirou um cartão de visitas e entregou-o ao homem:
-- Taí o endereço, mas é no Rio, viu?

O cearense não se abalou, pegou o cartão e se foi, com os dois jegues a cabresto. E a bebedeira nas redes seguiu noite adentro, trazendo consigo o inevitável e muitas vezes bem-vindo manto do esquecimento.

Diz a lenda que dois meses depois uma senhora assustada ligou da Gávea para seu marido num banco no Centro do Rio, porque no seu portão havia um homem baixinho, de cabeça chata, com dois jegues pelo cabresto, insistindo que tinha vindo do Ceará entregar os animais do doutor.

MORAL DA HISTÓRIA: neste mundo de tantos encontros e desencontros, às vezes a fidelidade vem de onde menos se espera.




Quarta-feira, Outubro 25, 2006
 
O alfabeto segundo Ménage à Trois (e assim falou Zaratrusta?)



Jogos de Sedução

Não houve sexo no primeiro encontro. Ele definitivamente não é qualquer um. Com ele eu quero uma relação séria, algo mais definitivo, namorar, quem sabe até casar. Sim, é sério assim. E toda mulher sabe que, nesses casos, o melhor é resistir ao desejo carnal. Por isso, fiz com que ele me deixasse em casa e não o convidei pra uma "esticadinha". "Te ligo", foi o que ele disse antes de me ver entrar e, então, arrancar o carro.
Mas ele ainda não ligou. Fiz as contas... É óbvio que ele não ligaria no dia seguinte. Faz parte do jogo de sedução. Ligar no dia seguinte é dar muita bandeira. Mas já está terminando o dia seguinte do dia seguinte e ele ainda não ligou. O que será que deu errado? Será que ele não gostou do encontro? Será que ele não gostou de mim?
Telefone na mão e um dilema: ligo ou não ligo?
Ligo ou não ligo?

Não liguei. Ele ligou.
Segundo encontro. Não há regras pra um segundo encontro? Se há, eu ainda não aprendi.
Cinema, barzinho, vinho, beijos, um pouco mais de intimidade e acho que a coisa pode parar por aí.
Ops... não deu! Fomos a um motel.
E agora?
Ele vai querer alguma coisa séria comigo ou vai me achar uma vadia?
Ele liga ou não liga?
Eu ligo ou não ligo?
Cara ou coroa?
Coroa, eu ligo.
Cara, eu espero ele ligar.

Jogos Sexuais

Primeira noite:
Joga o dadinho. "Assoprar ouvido".
Fuuuuuu
(risos)
Joga o dadinho novamente. "Beijar curinga".
Shhhhhmack
(ele beija o meu joelho)
Segunda noite:
Velas ao redor da banheira. E depois do banho:
- Comprei esse óleo pra te fazer uma massagem especial.
- Ai, assim eu enlouqueço!
- Tá gostoso?
Terceira noite:
- Deixa eu colocar a venda em ti. Pronto. Tá vendo alguma coisa?
- Não. Nada. Mas tô sentindo um cheiro... um cheiro de... mel?
- Hmmm... vamos ver...
Mergulho o meu dedo no pote de mel e passo nos lábios dele.
- Sim, sim, é mel!
Quarta noite:
Ponho a fantasia de enfermeira (nada muito original) que comprei pela manhã.
E quando ele entra:
- Sente-se aqui, por favor. Primeiro, vou verificar a sua pressão. Depois, quero ouvir seu coração.
Agora... respire fundo. Inspira, expira. Pronto. E a temperatura?
- Ah... eu tô ardendo! Vem aqui, minha putinha, que eu vou te pegar de jeito!
Quinta noite:
Combinamos às 23h na casa dele e eu sou pontual.
- Sobe.
A porta do apartamento está aberta. Tudo escuro.
- Tem alguém em casa?
Nenhuma resposta. Vou entrando. Tateando no escuro.
Clic
Uma luz tênue acende atrás de mim. Me viro.
Quero gritar, mas o grito está preso na garganta.
Ele (é ele mesmo?) usa apenas botas pretas, cueca de couro preta e..., claro, uma máscara também preta.
Ele (é ele mesmo!) estala o chicote.
Adivinho o sorriso por trás da máscara preta.
Ele (ou eu?) não sabe brincar.
Não quero mais brincar!
Desmaio.








Sexta-feira, Outubro 06, 2006
 
Id, Idílio
Diz Tio Alegria* que é aí que habitam em nós cães ferozes, irracionais e insaciáveis: edipianos, sádicos, masoquistas, o cacete! Ele também diz que não é isso o que somos, que com mais ego e superego e uma boa análise pra harmonizar os três podemos chegar a ser gente normal. (Richard Dawkins diz coisas parecidas de um ponto de vista estritamente moral: somos agregados de genes egoístas, mas isso não nos condena irrevogavelmente: podemos atingir um comportamento moral e até ético.)

Mas será mesmo?

Será que o que eu quero de cada pessoa que encontro de fato um dia transcende o que quer o meu Id? Ou será que é tudo verniz? Desconfio de mim, logo desconfio do mundo...

Fui ao Aurélio e aprendi que idílio é um amor poético e suave; só na quarta acepção ele menciona conceitos que se aproximam da paixão: fantasia, sonho, devaneio. Pois é, idílio não é paixão. Paixão é loucura, é o Id tomando as rédeas. Idílio é mais coisa de um eguinho enrabichado. Id e idílio têm pouco em comum, não são idéias próximas, perde-se a oportunidade de qualquer bom trocadilho. Nem por isso eu ia deixar passar um bom título para o verbete...

* Copyright by Lawrence Durrell in "O Quinteto de Avignon".





Quarta-feira, Outubro 04, 2006
 
O alfabeto segundo Ménage à Trois (e assim falou Zaratrusta?)



Insônia

O acidente ocorreu quando...
Sometimes it is necessary to take action...
- Não se preocupe com isso.
- Não sou muito maternal...
Muitos cientistas acreditam que 9 mil anos de evolução...
Ela não descansará até resolver todos os mistérios do comportamento humano. Uma série diferente...


- Droga! Tu ainda estás acordada? Desliga a TV. Não dá pra dormir com a luz e o som da TV! Vê se dorme.
- Não dá, eu não consigo.
- Conta carneirinho.

Um, dois, três, quatro, cinco, seis, vinte, cem, mil quinhentos e quarenta e dois...
Desisto.

Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso"! E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...


Olavo Bilac também teria insônia? Levanto e abro a janela do quarto, mas não consigo ver ou ouvir estrelas. O segurança da rua caminha de um lado pro outro e de vez em quando assobia para indicar que está alerta. Tirando isso, a noite está quieta, tudo está tranqüilo e os vizinhos dormem. Ao longe, uma luz. Outro insone ou apenas alguma senhora que começa seu dia às 4 da manhã?

Vou ao banheiro, leio uma revista velha, faço um chá, ligo o computador, escrevo umas bobagens.

Minha luz ainda está apagada - minha luz sempre está apagada - e ele dorme. Volto pra cama. Intuitivamente, ele me abraça sem acordar.

Um, dois, três, quatro, cinco, seis, vinte, cem, mil quinhentos e quarenta e dois...

A luz do dia, alaranjada em seus primeiros raios e depois cada vez mais clara, vai entrando em gerúndio pela janela ainda aberta do quarto. O despertador toca.

- Bom dia, meu amor!






Quinta-feira, Setembro 21, 2006
 
História
A história desta idéia de escrever alfabeticamente. Anos atrás, sermos da Geração X era um fato mais presente para Thaís e pra mim. Nós continuamos sendo da Geração, é óbvio, mas falamos e escrevemos menos sobre isso. Thaís e eu não fizemos nenhuma das bobagens que liquidam um membro da Geração X (Gen-X): casar e separar, engravidar (intransitivo para ela, transitivo direto pra mim) nem, obviamente, morrer, então já naqueles dias nos julgávamos experientes, capazes de contribuir com algumas dicas para os aspirantes a e para os novos Gen-X. Começamos a escrever então o Dicionário de Sobrevivência para a Geração X. De saída, a idéia era que ela escreveria verbetes sob a ótica e sobre temas femininos, enquanto eu me encarregaria dos masculinos. Thaís não se entusiasmou com o projeto e terminamos abortando-o.

Hoje está claro pra mim por quê: ela não queria fazer aquilo, ela queria fazer isso! Nesse meio tempo, inventaram os blogs, que nos dão algum acesso a leitores -- sempre é melhor do que ficar com os textos engavetados ou trancados no HD. Assim, por conta do velho projeto abortado e do incentivo da Thaís e da Mara, eis-me aqui, de volta ao Ménage.





Terça-feira, Setembro 19, 2006
 
O alfabeto segundo Ménage à Trois (e assim falou Zaratrusta?)



Hurra! Grito de saudação. Grito de guerra. Há dias - quase todos os dias - em que estou confusa. Me descubro: sou humana.

Há dias em que não sei quem sou.
Hamadríade perdida em selva urbana.
Hábito de ser diferente.
Herege.
Hemácia entre glóbulos brancos.
Heroína sem história.
História sem interesse.
Hiato.
Hipótese de isso ser tudo.
Hoje é um dia como outro qualquer.
Horas passam sem que eu note.
Homem dá muito trabalho.
Humilha, maltrata, engana, vicia.
Humana? Sim, eu sou.
Hurra!





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